Um textinho do meu maninho Ale.
Pode nos ajudar a refletir sobre como é bom sermos tratados com gentileza e educação e também sobre os motivos que nos fazem não agir assim.
Ao ler tive a oportunidade de reafirmar uma atitude comum minha, a de não julgar, de não dar o troco na mesma moeda, parecido como agiu o falso Bin. Ele protestou, mas educadamente, e talvez isso tenha gerado um espaço propicio para meu mano refletir enquanto tomava sua cervejinha.
Creio que por mais terríveis que possam ser as atitudes humanas, sempre são geradas por medo, por necessidade de conquistar sua felicidade da forma que estão podendo, como lhes foi ensinado, como tiveram o exemplo. E exemplos recebemos da tv, dos pais, dos amigos, a todo momento.
Porque o Ale teve a necessidade de se manter à frente do Bin? Analisando bem superficialmente, é uma forma do ego se manter em alta, de ser aprovado, né? Aprendemos que precisamos ser aprovados, queremos ser reconhecidos.
"Se o outro ganhar, se for melhor que eu, significa que sou pior!" Sei de uma coisa: não devemos nos comparar a ninguém, nunca. A não ser que seja apenas uma forma de procurar superar a mim mesma e só a mim! O outro pode servir de referência para eu buscar os meus próprios limites, como cita o Ale.
Por fim, que legal podermos nos observar, refletir, ver onde poderemos agir diferente numa próxima oportunidade. Que bom termos a chance de crescer com a consciência que já somos grandes o suficiente, simplesmente por termos motivação para essa busca.
DESCULPAS AO BIN LADEN - ALESSANDRO LUCCHETTI
Eu podia estar muito mais feliz por ter corrido minha primeira meia-maratona inteira. Claro que é uma realização, e ainda consegui atingir meu objetivo mais modesto, que era correr os 21,097km em menos de duas horas. Não estou exultante porque fui meio babaca. Sempre gostei de corredores educados, que te ultrapassam tomando cuidado para evitar esbarrões. Um deles chegou a me pedir licença. Dei uma pequena desviada e o cara passou tranquilo e me agradeceu. Mas eu não mantive esse nível de camaradagem e de bom procedimento.
Explico melhor: para me motivar quando fico mais cansado e vagaroso, eu escolho a cada prova um ou mais corredores-referência. Na prova do aniversário do Juventus de 2009, por exemplo, fui ultrapassado por um experiente corredor que chamo de o "tiozão da Scania", porque ele sempre corre com uma camisa do clube de corredores dessa empresa. Naquela corrida na Mooca, eu me esforcei para aumentar meu ritmo e ultrapassei o forte tiozão a poucos metros da chegada. Sinto que, ao forçar o meu ritmo para me equiparar ou ultrapassar esses corredores-referência, eu estou elevando o meu nível.
Bem, na Meia de São Paulo, neste domingo, 27 de fevereiro, ultrapassei o tiozão da montadora sueca de caminhões logo no início da prova. Sem desafios por quilômetros, encontrei um na Duque de Caxias: um barbudo que foi saudado por garotas de um ônibus como "Bin Laden". Ultrapassei o barbudo mais ou menos na altura da praça Duque de Caxias, onde uma versão em bronze do patrono do glorioso Exército Brasileiro ergue uma espada em direção aos céus. Li uma vez que Caxias jogava corpos de soldados dizimados pela cólera em águas paraguaias. Teria praticado uma espécie de proto-guerra química durante a Guerra do Paraguai. Além disso, sufocou com brutalidade movimentos populares na época do Império. Seria tão herói assim?
Bem, fui correndo como um verdadeiro herói pelas ruas de São Paulo. Adorei passar pela Estação da Luz, Estação Júlio Prestes e pelo Bom Retiro. Curti especialmente passar em frente a uma espécie de mosteiro de franciscanos na Conselheiro Nébias. Como sempre faço quando me deparo com religiosos, tratei de fazer com os dedos o sinal do capeta. Segundo o documentário "Metal", do cientista social canadense Sam Dunn, teria sido Ronnie James Dio o inventor do gesto. Grande Dio! Eu me orgulho de ter visto o último show dele no Brasil, no qual cantou como integrante do Heaven and Hell (ou Black Sabbath).
Bom, fui suando e correndo num ritmo honroso até o km 15, o máximo que já havia corrido em provas que finalizei, as São Silvestre de 2009 e 2010.
Face ao desafio de cumprir os seis quilômetros restantes sob temperatura incômoda, tratei de diminuir a velocidade. Tentei transformar um corredor paraolímpico, uma espécie de Oscar Pistorius nacional, numa referência. Mas o cara era bom demais. Fiquei feliz de terminar bem depois desse verdadeiro herói.
Consegui ao menos ultrapassar um deficiente visual que tinha o auxílio de um corredor-guia. Quando já estava contornando a praça Charles Miller, eis que vejo o sósia do terrorista a ponto de me ultrapassar. Me atirei no espaço vago na frente dele, o que obrigou o barbudo a dar uma freada. Ele não gostou, mas foi educado o suficiente para não me xingar. "Pô, sacanagem!", disse o barbudão lentamente, provavelmente um hippongo daqueles que curtem Raul Seixas Já eu não perdi a oportunidade de xingá-lo.
Fui babaca, Bin. Desculpe. Tomei uma cerveja barata, refleti e resolvi lhe pedir desculpas.
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domingo, 27 de fevereiro de 2011
segunda-feira, 13 de setembro de 2010
"Não é possível ser feliz com tanta gente sofrendo?"
“Não é possível ser feliz com tanta gente sofrendo!" Ouço muitos pensadores afirmarem isso. Não concordo e pensar assim é declarar a impossibilidade da felicidade em sua vida.
Há muito alguns sabem que o ser humano tem o poder de criar a sua própria realidade através de seu padrão mental. Com a maior espiritualização da humanidade esse assunto tem chegado à reflexão popular através de filmes e livros, como “O segredo”. Dentro dessa idéia, se eu pensar que não posso ser feliz por algum motivo, como enquanto houver sofrimento de outros, estarei criando, a cada momento, a minha infelicidade.
Se eu desejo um mundo mais feliz, minha maior contribuição deve ser no sentido de me fazer feliz. Uma pessoa feliz inspira a felicidade alheia por exemplo e vibrações (energia).
O que “gera” infelicidade é o fato de as pessoas não considerarem a possibilidade da felicidade aqui e agora, independente das condições em que vivem. Temos que refletir um pouquinho na questão da “felicidade estar dentro e não fora”. (ver a felicidade está dentro e não fora).
Se uma pessoa está agindo a partir de “dentro”, segundo seus anseios interiores, ela estará feliz pelo fato de estar se realizando em si, independente do resultado (“fora”) que obtiver com sua atitude. Um exemplo, uma pessoa que sente “dentro” a vontade de agir carinhosamente com alguém e não é retribuída. Se ela estiver consciente de sua vontade, não terá a expectativa da retribuição e se sentirá feliz por seu próprio gesto realizado. Ela foi feliz com o carinho que fez, mas por não ter sido retribuída, talvez sinta vontade de manifestar seu carinho com outra pessoa em outra oportunidade.
O que nos faz felizes é a realização de nossos anseios internos, que sempre buscam a perfeição do momento presente. No caso citado, a pessoa não pode pensar que por não ter recebido carinho não pode ser feliz. Ela deve ter a segurança de que todo o carinho desejado já lhe pertence.
Associamos felicidade com uma vida perfeita e com tudo ocorrendo perfeitamente do jeitinho esperado. Creio que interpretamos errado o conceito de perfeição. Pensamos que ele define algo encerrado em si, que não pode mudar, evoluir ou melhorar pelo simples fato de ser perfeito. Mas o que não evolui está morto. Vida é evolução, é movimento. E felicidade é vida.
Há muito alguns sabem que o ser humano tem o poder de criar a sua própria realidade através de seu padrão mental. Com a maior espiritualização da humanidade esse assunto tem chegado à reflexão popular através de filmes e livros, como “O segredo”. Dentro dessa idéia, se eu pensar que não posso ser feliz por algum motivo, como enquanto houver sofrimento de outros, estarei criando, a cada momento, a minha infelicidade.
Se eu desejo um mundo mais feliz, minha maior contribuição deve ser no sentido de me fazer feliz. Uma pessoa feliz inspira a felicidade alheia por exemplo e vibrações (energia).
O que “gera” infelicidade é o fato de as pessoas não considerarem a possibilidade da felicidade aqui e agora, independente das condições em que vivem. Temos que refletir um pouquinho na questão da “felicidade estar dentro e não fora”. (ver a felicidade está dentro e não fora).
Se uma pessoa está agindo a partir de “dentro”, segundo seus anseios interiores, ela estará feliz pelo fato de estar se realizando em si, independente do resultado (“fora”) que obtiver com sua atitude. Um exemplo, uma pessoa que sente “dentro” a vontade de agir carinhosamente com alguém e não é retribuída. Se ela estiver consciente de sua vontade, não terá a expectativa da retribuição e se sentirá feliz por seu próprio gesto realizado. Ela foi feliz com o carinho que fez, mas por não ter sido retribuída, talvez sinta vontade de manifestar seu carinho com outra pessoa em outra oportunidade.
O que nos faz felizes é a realização de nossos anseios internos, que sempre buscam a perfeição do momento presente. No caso citado, a pessoa não pode pensar que por não ter recebido carinho não pode ser feliz. Ela deve ter a segurança de que todo o carinho desejado já lhe pertence.
Associamos felicidade com uma vida perfeita e com tudo ocorrendo perfeitamente do jeitinho esperado. Creio que interpretamos errado o conceito de perfeição. Pensamos que ele define algo encerrado em si, que não pode mudar, evoluir ou melhorar pelo simples fato de ser perfeito. Mas o que não evolui está morto. Vida é evolução, é movimento. E felicidade é vida.
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